A investigação sobre a morte do cão conhecido como Orelha teve novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil indiciou os pais e o tio de dois adolescentes suspeitos de envolvimento no caso pelo crime de coação de testemunha. Segundo as autoridades, os adultos teriam tentado interferir no andamento das investigações, pressionando uma pessoa que colaborava com o inquérito.
De acordo com informações apuradas, a testemunha relatou ter sofrido intimidações com o objetivo de alterar ou silenciar seu depoimento à polícia. As ações teriam ocorrido após a repercussão do caso, que gerou forte comoção na comunidade e mobilização de grupos de proteção animal.
O crime de coação de testemunha está previsto no Código Penal e pode resultar em pena de reclusão, além de multa, caso fique comprovado que houve tentativa de obstrução da Justiça. Para a polícia, esse tipo de conduta compromete a apuração dos fatos e agrava a situação dos investigados.
A morte de Orelha segue sendo investigada em procedimento separado, que apura as circunstâncias e eventuais responsabilidades dos adolescentes. Por se tratar de menores de idade, o caso tramita sob sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em nota, a Polícia Civil reforçou que qualquer tentativa de intimidação de testemunhas será tratada com rigor e que novas diligências podem resultar em outros indiciamentos. O Ministério Público deverá analisar o inquérito e decidir se oferece denúncia contra os adultos envolvidos.
O caso continua acompanhando pela comunidade local, que cobra respostas e justiça pela morte do animal, símbolo de comoção e debate sobre maus-tratos e responsabilização penal.











